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Como usar uniforme de trabalho com estilo

 

Existem diversas vantagens em usar uniforme de trabalho e se na sua empresa for obrigatório, você pode transformar em um look estiloso e único. Confira nossas dicas!

Há quem prefira usar uniforme de empresa do que montar looks diferentes todos os dias, você pode inclusive montar seu próprio uniforme e não necessariamente ser algo com a marca da firma.

As vantagens de usar uniforme de trabalho

Uma das vantagens, é que você se sente parte da empresa, inserido no ambiente de trabalho, sem se preocupar se o seu visual esta passando a imagem certa para todos.

Você economiza nas compras de roupas que usaria no dia a dia, pode optar por comprar peças melhores um pouco mais caras e investir naqueles looks arrasadores para sair.

Como usar o uniforme da empresa com estilo

Se você precisa usar o uniforme todos os dias, não precisa se preocupar se é sem graça ou igual de todo mundo. Porque, todo uniforme pode ficar estiloso e único com os acessórios certos!

A primeira dica na hora de escolher acessórios para o trabalho é prestar atenção no código de vestimenta, o dress code da empresa. Algumas empresas que exigem uniforme, podem ter uma política de zero acessórios ou só alguns específicos, como só pode brincos pequenos.

Uniforme de trabalho com acessórios

É preciso analisar se o acessório escolhido pode atrapalhar sua rotina de trabalho, por exemplo: um brinco muito grande pode enroscar na hora de atender o telefone; muitos anéis podem atrapalhar desde um aperto de mão até outras atividades.

O ambiente de trabalho também conta muito, um lugar formal exige acessórios formais, brincos, pulseiras e outras joias cravejadas de zircônias são ótimas opções. Já um ambiente informal, mesmo que exija uniforme informal simples como jeans e camiseta, abre as possibilidades de investir em peças moderninhas.

Fique atenta as cores! Alguns uniforme são coloridos e combinam com acessórios em prata ou ouro branco, nada de pedras coloridas. Alguns hotéis por exemplo, exigem roupas toda preta para trabalhar, essas combinam com acessórios dourados ou com pedras coloridas.

Uniforme de trabalho com sapato diferentes

Usar um sapato colorido ou diferente é uma ótima opção para deixar seu uniforme cheio de estilo. Quando eu trabalhei em uma cozinha, onde o uso do uniforme é obrigatório e não podia usar acessórios, a opção foi investir em um sapato colorido e estampado. Cada um usava um diferente e desde que seja confortável e respeite as normas de segurança da empresa, está tudo bem.

E existem uma infinita de sapatos confortáveis para trabalhar, que combinam com todo tipo de uniforme para você dar um up no visual “igual de todo mundo”.

Para secretárias executivas e recepcionistas, por exemplo, que usam terninho como uniforme, investir em acessórios de alta qualidade é a melhor opção para transformar seu look.

 No seu trabalho é obrigatório o uso de uniforme? Compartilha comigo nos comentários, se você completa seu look com acessórios e se possui alguma dica diferente!

Fonte: Kit Box Club

Conheça um pouco mais sobre a história dos uniformes militares

Foto: Exército Brasileiro

A tendência atual nos uniformes militares é de que sejam feitos de modo a tornar quase invisíveis, ou melhor, imperceptíveis, aqueles que têm de usá-los. Aprendeu-se a sábia lição da natureza: seres vivos, muitas vezes frágeis em sua constituição, são capazes de disfarçar-se, pelas cores e/ou formato, para que não caiam facilmente em poder de seus predadores. É o chamado mimetismo. 

​A humanidade, no entanto, demorou a aceitar essa ideia. Quem é que nunca viu, ao menos em livros, antigos uniformes militares com cores vistosas e até berrantes, como vermelho ou azul intenso? A Inglaterra muito se orgulhou dos homens que, em Waterloo, formaram a chamada "linha vermelha", não por acaso assim denominada: jaquetas vermelhas eram parte do uniforme. As calças eram azuis.

Na época, essas cores tinham alguma vantagem: permitiam que os homens se reagrupassem com maior facilidade para formações de tiro que haviam sido treinadas. Entretanto, fazia de cada soldado um alvo fácil para o inimigo, de modo que, gradualmente, as cores vistosas foram perdendo terreno para algum tipo de uniforme mais discreto, que podia ser cinza algumas vezes, depois cáqui ou verde, conforme o terreno no qual se deveria combater.

​No Brasil, as coisas foram mais ou menos pelo mesmo caminho. Apenas como ilustração, há um trechinho de Varnhagen no qual se descreve o uniforme usado na chamada "Guerra dos Mascates", ocorrida no início do século XVIII. Diz ele:

"Do traje dos nossos fuzileiros de então teremos perfeita ideia, dizendo que era com pouca diferença o dos mosqueteiros: calções e meias com sapato e fivela, sendo as fardas umas sobrecasacas agaloadas de mangas largas, e os chapéus de três bicos, dos quais um ficava para diante." 

Desnecessário é dizer que, daí por diante, os uniformes no Brasil seguiram, aproximadamente, o que era usual em outros  países ocidentais. Entretanto, por vezes, isso se mostrava inadequado ao combate em certos terrenos, como se evidenciou, em fins do século XIX, no conflito de Canudos. Euclides da Cunha, que acompanhou parte da Guerra no próprio local, observou que os soldados "do governo", estavam sempre em desvantagem, e que muito mais adequado era o vestuário de couro dos sertanejos, face às adversidades da caatinga. Menciona, primeiro, em Os Sertões, o problema decorrente do uniforme que então se usava no Exército:

"Soldados vestidos de pano, rompendo aqueles acervos de espinheirais e bromélias, mal arriscavam alguns passos, deixando por ali, esgarçados, os fardamentos em tiras."

Passa, depois, a explicar por que, em seu modo de ver, dever-se-ia copiar a indumentária dos vaqueiros sertanejos:

​"O hábito dos vaqueiros era um ensinamento. O flanqueador devia meter-se pela caatinga, envolto na armadura de couro do sertanejo - garantido pelas alpercatas fortes, pelos guarda-pés e perneiras, em que roçariam inofensivos os estiletes dos xiquexiques pelos gibões e guarda-peitos, protegendo-lhe o tórax, e pelos chapéus de couro, firmemente apresilhados ao queixo, habilitando-o a arremessar-se, imune, por ali adentro."

E, como que adivinhando as objeções, acrescenta:

"Não seria, isso, excessiva originalidade. Mais extravagantes são os dólmãs europeus de listas vivas e botões fulgentes, entre os gravetos da caatinga decídua."

Desnecessário é dizer que a lição, no Brasil e no mundo, foi devidamente aprendida. Uniformes reluzentes, hoje? Só mesmo em museus e em desfiles militares.

A indumentária militar é mais do que um traje que identifica cada exército em combate. Ela é pensada como um instrumento não só de identificação do soldado, mas da própria nação que eles representa. Além de dividir visualmente os diferentes regimentos de uma tropa, ela marca as hierarquias próprias de cada uma das forças através de acessórios, cores e materiais utilizados.

Até sua independência (1822) o Brasil utilizava os uniformes militares portugueses, com variações específicas em cada parte da colônia. Foi somente a partir de 1822 que se deu a criação de uniformes e distintivos brasileiros, que representavam a nova nação que surgia no cenário internacional. E embora as Forças Armadas brasileiras só se consolidem a partir da Guerra do Paraguai (1864-1870), os uniformes militares já eram símbolos bem conhecidos pela população, que inspiravam sentimentos diversos. Ao longo desse tempo, a indumentária militar sofreu grandes alterações de forma, equipamentos e materiais utilizados em sua construção, que identificavam épocas específicas da história militar brasileira.

Graças à parceria entre Gustavo Barroso, na época diretor do Museu Histórico Nacional, e do pintor José Wasth Rodrigues, foi  realizada uma extensa pesquisa sobre essas transformações, que resultou em uma obra indispensável para todos que pesquisam a história das Forças Armadas no Brasil. “Uniformes do Exército Brasileiro” apresenta 228 conjuntos de ilustrações assinadas por Wasth, acompanhadas de descrições textuais de autoria de Barroso, que dão um panorama bem detalhado dos uniformes militares brasileiro de 1730 até 1922. É uma obra de referência fundamental para os reenactors, pois detalha os materiais utilizados em cada fardamento e quais itens faziam parte dos kits, em alguns casos chegando a explicar quais eram seus locais de origem.


Fonte: Polícia Militar do Estado de Goiás

Dia do Cliente - 15 de setembro

A data é comemorada anualmente no Brasil

Foto: yanalya/Freepik

A comemoração foi criada para homenagear os clientes e estreitar as relações entre o comércio/serviços e os consumidores, como forma de agradecimento pela sua fidelidade.

Origem do Dia do Cliente

O Dia do Cliente foi criado em 2003, no estado do Rio Grande do Sul, pelo empresário gaúcho João Carlos Rego, especialista em Marketing e Recursos Humanos.

Sua ideia era criar uma data diferenciada onde os clientes pudessem ser homenageados, ajudando a desenvolver uma relação de fidelidade entre os consumidores e os comerciantes.

O Dia do Cliente foi oficializado no Rio Grande do Sul em 2003, mas atualmente já foi aprovado em 14 estados brasileiros e 167 municípios.

Fonte: Calendarr

Imagem pessoal é foco, principalmente no mundo profissional

Foco na imagem pessoal! No mercado, importar-se com a própria imagem é questão de sobrevivência. Saiba mais por que os consultores de imagem estão em alta!

Uma imagem vale mais do que mil palavras ou mil palavras valem mais do que uma imagem? Bem, no mundo profissional é a união desses dois fatores que pode determinar o sucesso de alguém – o seu também!

Falar bem e ter conhecimento técnico nem sempre garantem uma boa colocação no mercado. Cada vez mais, empresas avaliam o perfil e a postura de quem vão contratar. A chamada imagem pessoal virou até opção de curso superior, tamanha a sua importância.

Uma das consequências desse novo entendimento por parte das empresas, é o fortalecimento do mercado de consultoria e cuidados com a imagem das pessoas.

Cuidados com a imagem pessoal

Uma boa imagem pessoal está ligada diretamente aos olhares de quem avalia o seu lado profissional. Transmitir credibilidade depende de sua boa aparência e de atitudes comportamentais: conhecimento, ética, simpatia, postura e competência técnica.

Sua imagem pessoal é como um cartão de visitas que tem as suas informações de contato. O cartão pode causar uma boa ou má impressão. Em seguida, é a vez de pesquisar mais sobre você nas redes sociais e histórico profissional. Funciona como o site que está no cartão de visitas, que deverá ser acessado para mais informações.

Abaixo, veja alguns dos cuidados indispensáveis e apontados por profissionais da área de consultoria de imagem pessoal:

  • Vista-se adequadamente para cada ocasião e evite muitos acessórios (brincos, pulseiras, piercing, etc);
  • Discrição e bom gosto: arrume o cabelo, use maquiagem na medida certa e mantenha a boa higiene;
  • Cuide do seu tom de voz. Muito alto ou baixo demais não lhe ajudam;
  • Sem exageros nas redes sociais. Deixe as fotos da balada para dividir somente com os amigos mais próximos;
  • Cumpra com os deveres profissionais e não seja inconveniente com os colegas;
  • Respeite os seus líderes no trabalho e demonstre interesse em colaborar;
  • E muito mais…

Embelezamento e imagem pessoal: profissional em alta

Como nem sempre é fácil ter uma imagem pessoal positiva, a procura por consultoria vem crescendo. Como falamos anteriormente, há cursos de embelezamento e imagem pessoal que preparam os novos profissionais para atuarem em consultorias.

O trabalho desenvolvido por este profissional está intimamente ligado ao sucesso de muitos profissionais que já contam com os seus serviços. Seja pelo conhecimento em moda, etiqueta ou marketing pessoal, seu feedback para a imagem individual pode fazer a diferença. E não importa se você é famoso ou está no “modo anônimo”, vai chegar o momento em que alguém de seu interesse vai lhe enxergar. Se não estiver preparado ou com a imagem pessoal prejudicada, as coisas se tornam mais difíceis.

Outro fator que revela o crescimento da profissão, são as pesquisas recentes sobre o consumo de produtos de beleza entre os brasileiros. Estudos recentes chegaram à conclusão de que a preocupação com a aparência atinge tanto as mulheres quanto os homens.

São todos esses fatores que aumentam as oportunidades para os profissionais atuarem firmemente nos setores de embelezamento e imagem pessoal. A vida, cada vez mais exposta pelas facilidades da tecnologia, já não consegue mais desvincular a imagem pessoal da profissional. Isso pode ser fator decisivo para um novo emprego, uma promoção ou venda.

Se você tem interesse na área de embelezamento e imagem pessoal, saiba que o mercado está te esperando. Os olhares para a beleza das pessoas crescem à medida que a nossa imagem pessoal se torna mais importante.

E tem mais: a melhora da imagem pessoal pode influenciar no bem-estar e na auto-estima de uma pessoa, impactando na qualidade de vida.  Por essa razão, tem sido o foco de muita gente!

Benefícios da imagem pessoal para a carreira

A imagem pessoal nada mais é do que buscar transmitir as suas qualidades através de elementos mais visuais. Como dito anteriormente, isso não se restringe somente as roupas. É um conjunto capaz de gerar maior credibilidade ao profissional. 

É possível que você tenha um exemplo de pessoa que possui atribuições necessárias para um cargo mais elevado, mas acaba não sendo levada tão a sério devido a pequenas atitudes em seu percurso profissional. Ao longo de sua atuação, o profissional pode demonstrar através da sua imagem, e do modo como se porta, que possui capacidade necessária para assumir novas responsabilidades.

Imagem pessoal X estereótipos 

Quando falamos de imagem pessoal também é importante comentar sobre os estereótipos relacionados ao tema. Isso acontece porque a sociedade criou certos padrões que atrapalham quem não se encaixa nas regras estabelecidas. 

A imagem e o marketing pessoal devem estar relacionados a uma preocupação saudável do profissional com o seu comportamento exterior em seu ambiente de trabalho – ou até mesmo redes sociais. E isso vai além de estar dentro dos padrões definidos, mas envolve uma postura profissional, preocupação com a linguagem corporal, organização pessoal e higiene. 

É importante que essa preocupação com a imagem pessoal não se torne uma obsessão, a ponto de mudar a personalidade, causando uma rigidez nos relacionamentos interpessoais. Seja você mesmo (a), sempre tendo bom senso e equilibrando a sua imagem à posição que deseja alcançar em sua carreira. 

Fonte: Cemap | Material adicional: E+B Educação/Gabriele Silva

A importância dos uniformes na área da saúde

 

Você já parou para pensar por que médicos e profissionais da saúde quase sempre usam roupas claras ou totalmente brancas ao invés de cores escuras? E o uso do jaleco, sabe por que é obrigatório? Por mais que pareçam ser simples, são dúvidas extremamente importantes e merecem um post inteiro para responde-las. Acompanhe!

Muito além do que apenas padronizar

A necessidade de uma vestimenta adequada para o trabalho se faz presente na maior parte das profissões. Em muitas delas, o uso do uniforme profissional tem apenas função de padronizar a equipe, de forma que os colaboradores possam ser reconhecidos dentro e fora das empresas. Porém, em casos mais específicos, o uniforme proporciona não somente um padrão visual, mas também um importante papel na proteção e higiene, como no caso dos médicos e profissionais da saúde.

Diferente do que muitos pensam, o branco usado na roupa dos médicos não serve apenas para transmitir uma imagem de paz e esperança para os pacientes. Na verdade, o propósito de usar o uniforme branco é poder identificar com mais facilidade manchas de sangue ou resíduos que poderiam passar desapercebidos em um uniforme preto, por exemplo. Esse padrão foi criado durante o final do século XIX, onde até então os profissionais usavam roupas casuais mesmo durante processos cirúrgicos. Após muitas pesquisas na época, foi constatado que a falta de assepsia era uma das grandes causas das infecções pós-operatório, o que obrigou médicos e profissionais da saúde a adotarem normas e padrões na vestimenta, dentre elas o jaleco branco para atendimento clínico, uniforme verde/azul claro para centros cirúrgicos, entre outros.

Tecidos e processos de assepsia

Os hospitais são os locais mais propícios para a propagação de microrganismos, sendo que os têxteis (cortinas, roupas de cama, uniformes) são as principais fontes de contaminação. Se o tecido não for adequado, as chances de proliferação são ainda maiores. Sendo assim, os uniformes profissionais na área da saúde devem ser fabricados apenas com tecidos antimicrobianos e estar em conformidade com as normas da OMS (Organização Mundial da Saúde), valendo também para jalecos, roupas de cama, cortinas e demais materiais têxteis.

No caso da higiene, a ANVISA é o órgão responsável por regulamentar a coleta e a esterilização dos uniformes, processo que deve ser feito rigorosamente todos os dias por empresas terceirizadas ou pelo próprio hospital. A orientação da ANVISA é que o profissional faça o uso do jaleco ou uniforme apenas nas dependências do hospital, devendo ser retirado durante o horário de almoço ou demais saídas.

Fonte: Uniart

História dos uniformes da área de saúde: de Hipócrates ao combate do Coronavírus

Foto: senivpetro/Freepik

Além de obedecer protocolos de cada profissão, os uniformes são parte da identidade do trabalhador. Através de um determinado uniforme, ou dress code do setor, conseguimos identificar ou pelo menos ter noção de qual área um determinado profissional faz parte.

Os uniformes da área da saúde, por exemplo, têm vários símbolos das profissões que abrangem. Primeiramente, pensamos nos pijamas cirúrgicos, jalecos ou aquele uniforme todo branco, típico de quem se dedica a proteger a vida do próximo.

Mas será que os uniformes de enfermeiros, médicos, cirurgiões e de outros profissionais da área sempre foram assim?

Neste artigo, vamos te mostrar que, curiosamente, não. Você vai se surpreender com a história dos uniformes da área da saúde, desde quando surgiram até o atual momento.

Enfermagem: como as peças evoluíram ao longo do tempo - O uniforme de enfermagem não era como vemos hoje, essa composição de calça e blusa bem confortáveis. Há um registro de enfermeiras cuidando de enfermos na Guerra da Crimeia com vestidos longos que se assemelham aos hábitos de freiras, em 1894. A ideia de ser tão comprido era para que se evitasse, ao máximo, ter contato com infecções.

Florence Nightingale, enfermeira do século XVII, foi a primeira a defender a importância da higiene para tratar feridos de guerra

Florence Nightingale foi essencial na história dos uniformes da área da saúde, não apenas da enfermagem. Reconhecida por ser pioneira no tratamento de feridos de guerra, ela descobriu e defendeu que as condições sanitárias eram fundamentais para o tratamento de pacientes. Hoje, parece óbvio, mas até que a enfermeira lutasse pela higiene, não. Ela acrescentou, inclusive, um avental por cima dos longos vestidos das enfermeiras como uma forma de proteger mais os profissionais.

Com passar os anos, a forma de se vestir das enfermeiras não mudou muito. Começou a se tornar comum uma faixa no braço com uma cruz vermelha, para identificação. Na Finlândia, em 1918, as enfermeiras também adotaram um tipo de véu que cobria toda a cabeça, deixando só o rosto de fora.

Na chegada dos anos 70 e 80, através de uma mudança cultural, foi possível notar a substituição dos antigos uniformes pelos novos. Era hora de deixar para trás aquelas vestimentas pesadas e começar a usar uniformes mais leves e confortáveis, ideais para a jornada de trabalho do profissional da enfermagem.

Luvas e toucas cirúrgicas - A primeira luva de látex foi criada pelo Dr. William Halsted quando sua noiva, a enfermeira Caroline, contraiu uma dermatite ao lavar as mãos com produtos químicos. Mais tarde, com o novo uso das luvas, notou-se a diminuição do número de infecções. Logo, isso serviu de inspiração para que ele criasse aventais e toucas cirúrgicas. Esse foi um capítulo importante da história dos uniformes da área da saúde. Certamente, salvou vidas.

Médicos: a “regra” de usar branco - A tradição começou mesmo por volta dos séculos V e VI, no templo de Hipócrates, onde os doentes recebiam tratamento. O uso de roupas brancas não era uma marca apenas de médicos, mas de auxiliares e pacientes, para não haver distinção entre eles. Além disso, também justificam o uso das roupas brancas devido ao clima muito quente do lugar, nesta época, na Grécia.

Em meados do século XIX, era mais comum que médicos usassem roupas escuras, pois o tom representava uma classe social superior. Foi nesse momento, também, que cirurgias começaram a ser realizadas. E veja só que ironia: os cirurgiões usavam esses tons escuros para as manchas de sangue aparecerem menos.

Branco torna-se sinal de limpeza - No final do século XIX, as questões de higiene começaram a ganhar mais destaque. O branco, por deixar transparecer a limpeza, era a melhor cor a ser adotada pelos médicos.

“Qualquer sinal de sujeira fica visível, forçando o médico a trocar-se rapidamente”, diz o estudioso da história da medicina Décio Altimari, da Santa Casa de São Paulo.

O uso de jaleco branco também é um ícone que define os profissionais da saúde. Claramente, o uso da peça branquinha provoca uma sensação de limpeza e higiene, ideais para aqueles profissionais que vão trabalhar cuidando da saúde das pessoas. Mas jaleco como bom sinal de boa higiene é algo relativamente novo. Na Idade Média, por exemplo, usar o jaleco sujo era sinônimo de que o médico estava empenhado no trabalho.

Hoje, existem várias recomendações de uso e cuidado com essa peça. Manter sempre limpo e não utilizá-lo fora do ambiente hospitalar, são uma das regras super importantes, conforme orienta a Anvisa e OMS. Detalhamos as regras neste artigo.

Scrubs ou pijamas cirúrgicos - O uso desses pijamas cirúrgicos, ou scrubs, como também é conhecido, tem uma finalidade simples: proteger os cirurgiões e auxiliares de agentes infecciosos. Depois da pandemia da gripe espanhola, em 1918, os profissionais da saúde se apegaram ainda mais na teoria antisséptica de Lister. Com os passar dos anos, os cirurgiões adotaram mais técnicas para que os procedimentos fossem feitos da forma mais higiênica possível. Em 1940, os uniformes brancos começaram a ser usados nas salas de cirurgia, mas percebeu-se que o excesso da cor branca junto com as luzes da sala cirúrgica, causavam tensão ocular nos médicos. Anos depois, começaram a adotar pijamas cirúrgicos nas cores verde claro ou azul claro, também acreditavam que o uso de cores deixava o sangue menos visível.

Também é comum vermos, atualmente, o uso de scrubs com estampas em áreas que foram influenciadas por profissionais da saúde. Esse uniforme não é usado somente por cirurgiões, outros profissionais, como esteticistas e funcionários de setores administrativos de hospitais, têm adotado esse uniforme com estampas para diferenciar-se um pouco e sair do básico de cor única.

Os uniformes hospitalares na pandemia do novo coronavírus  - Desde a chegada do novo coronavírus no Brasil, aconteceram, dentro e fora dos ambientes hospitalares, várias mudanças nos cuidados higiênicos e sanitários. Os profissionais da saúde que estão na linha de frente ao combate da Covid-19 reforçaram seus uniformes ainda mais, devido ao alto risco de contágio.

Avental de TNT foi adicionado ao uniforme tradicional dos socorristas do Samu

A mudança começou a ser percebida quando os médicos socorristas do Samu foram vistos usando um outro tipo de uniforme além daquele azul escuro tradicional. Trata-se de um uniforme todo branco, revestido de TNT, que cobre todo o corpo. Além de toucas, luvas, proteção na sola dos calçados e claro, máscaras.

Máscaras: símbolo da saúde na era moderna - Segundo a Revista Época Negócios, as primeiras máscaras cirúrgicas começaram a ser utilizadas por médicos em 1897. Tratava-se de um lenço amarrado ao redor do rosto. Em 1911, houve um aumento significativo na produção de máscaras. Logo, o item começou a ser utilizado por médicos, soldados e todas as pessoas. Além da invenção ter ajudado no controle de propagação de doenças, tornou-se o símbolo da medicina moderna. É, com certeza, um dos itens que vai ficar para a história do combate ao novo Coronavírus.

O item saiu dos hospitais e chegou às ruas. No início da pandemia, as recomendações eram claras, indicando o uso de máscara apenas para a pessoa que estivesse infectada ou com suspeitas. Para os hospitais, apenas quem tinha autorização da Anvisa poderia produzi-las. Depois, houve a liberação para todos de modo a atender a demanda e o Ministério da Saúde recomendou o uso geral de máscaras.

Hoje, em algumas cidades, já se tornou uso obrigatório para todos que saírem na rua. Como a recomendação é fazer a máscara em casa, o item ganhou vários detalhes, como estampas. A fabricação também tornou-se alternativa para geração de renda.

História dos uniformes: da Idade Média aos dias atuais

Foto: lifeforstock/Freepik

O surgimento dos uniformes é curioso. Eles começaram a ser usados no século XV para evitar que membros de um exército matassem companheiros por engano ou descuido. Além das roupas padronizadas, os símbolos nos escudos e as bandeiras também tinham o papel de mostrar de que lado cada combatente estava, quem era aliado e inimigo. Antes das grandes guerras, normalmente as disputas eram entre nobres na Idade Média. Daí, os símbolos e trajes mostravam qual nobre o combatente defendia.

Primeiros uniformes eram bem parecidos com o que vemos nos filmes medievais

Na Europa, uniformes chamativos chegaram a provocar mortes nas batalhas. Com cores como amarelo e vermelho, cheios de pompa, soldados tornavam-se alvos fáceis por ficarem muito visíveis. Por isso, a camuflagem começou a ser importante. A Inglaterra foi a primeira a adotar um uniforme cáqui. O uniforme bonito e pomposo ficou restrito a ocasiões em que a vida não estivesse em jogo, como as comemorações.

Com o tempo a moda foi surgindo e principalmente a moda masculina teve muitas mudanças. O surgimento dos ternos, coletes, calças, paletós e blazers, sempre em tons escuros com as camisas claras foram as que deram o pontapé inicial para grandes descobertas no mundo da moda. Em pouco tempo os ternos passaram a ser sinônimo de elegância entre os homens.

A moda foi seguida por vários países e ao longo do tempo o terno se tornou um uniforme masculino, era considerado elegante que, os homens se vestissem ‘iguais’ e que seguindo um padrão. Com isso, várias adaptações foram surgindo conforme o clima, cultura, cotidiano e tecnologia de alguns países.

Foi com o crescimento da economia e consequentemente o aumento das empresas, que o número de trabalhadores também cresceu e o uniforme foi conquistando seu espaço.
Criado para identificar as pessoas que executam tarefas e funções, o uniforme, antigamente era visto como uma peça para trabalho. Hoje esse conceito vem sendo mudado. A entrada dos departamentos de marketing em algumas empresas, transformou o uniforme em uma forma de comunicação e até mesmo um item que compõe a marca da empresa trazendo credibilidade e confiança aos clientes.

Os uniformes deixaram de ser vistos como um simples modo de identificar pessoas e organizações para serem elementos de combinação entre a marca, o funcionário, o cliente, a moda e a qualidade de serviço. Além de todas essas qualidades, o uniforme pode ser uma garantia de que os colaboradores sempre estarão devidamente bem vestidos durante suas atividades.

Enquanto isso, no Brasil… - Até a Declaração da Independência, o uniforme militar do exército tinha total influência de Portugal. Séculos depois, os americanos passaram a ditar mais tendências, seguidos pelos franceses. A partir de 1931, o verde oliva começou a ser usado para o Exército Brasileiro se diferenciar da polícia militar que usa cáqui.

Outra curiosidade é que a camuflagem do uniforme do exército nacional é única. Os brasileiros, a exemplo do mundo todo, também usam as fardas mais discretas para treinamentos de guerra e missões em locais com vegetação. O motivo é que os animais também são atraídos por cores fortes.

Contribuição do esporte na evolução dos uniformes - O esporte também deu uma contribuição grande para a popularização dos uniformes. Os atletas começaram a usar as roupas padronizadas por uma questão de organização e funcionalidade. Afinal, as roupas do dia a dia são muito desconfortáveis para atividades físicas e podem até prejudicar o desempenho.

No futebol, por exemplo, a primeira tentativa de organizar foi com cores. Uma equipe usava a fita de uma cor no chapéu e a adversária de outra. Imagine uma partida de futebol sem algo que sinalize de que lado o jogador está? Nem precisa imaginar, há um registro jornalístico que mostra bem como era.

“No futebol, é um ponto essencial que os membros de um time devem ser claramente distintos um do outro. A única maneira de fazer isso é cada time ter um uniforme distinto, já que a diversidade de roupas usadas ontem não apenas confundiu os membros do time, mas os espectadores foram incapazes de dizer que homem pertencia a um time ou ao outro”, diz o texto sobre uma partida da Copa da Inglaterra. O trecho foi publicado originalmente no site Trivela.

Na Inglaterra, o caos no futebol só foi desfeito a partir de 1870, quando foram criadas regras para o esporte. Até então, elas variavam bastante de um lugar para outro. Os jogadores precisavam custear a própria camisa com um alfaiate, pois era um esporte da aristocracia. Na Escócia, o futebol já era um esporte mais popular. Então, lá as roupas para se jogar futebol eram mais simples. A numeração nos uniformes de futebol só vieram bem depois, em 1930, como já mostramos neste artigo.

Área da saúde: história de amor muda rumos do uniforme - Nas profissões ligadas à saúde, não havia uma preocupação com proteger os médicos, enfermeiros e outros de doenças com roupas próprias até o século XIV. O jaleco surgiu na Idade Média por causa da peste bubônica. No entanto, era feito de cor escura e quanto mais sujo, melhor. Dava status para o médico.

Difícil de acreditar, né? Só no século XIX que isso mudou. O branco passou a ser a cor oficial da saúde. A limpeza, assepsia,  começou a ser levada em conta, tornou-se uma regra bem importante e depois até parte da legislação.

Na enfermagem, o uniforme começou a ser usado no século XIX também. O maior nome da profissão, Florence, chamou atenção para as condições sanitárias depois da Guerra da Criméia. Nem todos gostaram, mas os trajes já mudaram. Antes, as roupas das enfermeiras eram bem parecidas com a das freiras, até o chão.

O que mudou mesmo os rumos da história dos uniformes na área da saúde foi o amor. O médico William Halsted confeccionou luvas para a noiva que estava com alergia, a enfermeira Caroline Hampton. Com o tempo, notou-se que os pacientes operados com a ajuda dela tinham maior taxa de sobrevivência. Com essa constatação, aventais, toucas cirúrgicas e outros acessórios foram criados pelo médico apaixonado e adotados em todo mundo. 


Moda e uniformes – uniformes e moda   - Há muitas outras histórias em setores distintos sobre o uniforme. Com o tempo, o que se vê sendo usado cotidianamente influenciou os uniformes e vice-versa. Há várias criações de estilistas que conquistaram empresas também. A tendência navy, por exemplo, veio da Marinha para as ruas e nunca saiu de moda. As listras mais a combinação de azul com branco e vermelho agradam muita gente desde que Coco Chanel apareceu com essas combinações.

A camisa polo era usada inicialmente para jogar tênis e hoje é um dos modelos de uniformes mais pedidos. A camisa de malha também. Por ser versátil, mais em conta em grandes quantidades, é muito usada como blusa promocional, na publicidade e no dia a dia das empresas, especialmente pelo conforto.

Camisa social tem origem em pijamas - Outro modelo muito comum nos uniformes e no dia a dia, a camisa social, tem uma história bem interessante. Era usada como pijama, não tinha punhos ou colarinho e bolsos. Era usada para proteger os lençóis. Anos mais tarde, também tem-se registro das vestes que originaram as camisas sociais em serviços braçais, pesados. Engraçado, né? É o oposto do que o uniforme social é atualmente, usado nas situações mais formais, em escritórios, nada que demande esforço físico.

A camisa social como é conhecida hoje apareceu depois da I Guerra Mundial. A branca era a mais usada e permanece como a mais clássica até então. No guarda-roupa feminino, Coco Chanel, novamente, foi a responsável por popularizar a peça.

Hoje, o uniforme social é usado por quem precisa de mais formalidade e até para quem quer um visual mais criativo, pois existe o novo social, como mostramos neste outro artigo.


Navy e listras horizontais - Os marinheiros também inspiram o nosso guarda-roupa. As listras horizontais, especialmente a combinação vermelho com azul e branco, desembarcou dos navios para as ruas e conquistou muita gente. Quem lançou esta moda, conhecida como navy, foi Coco Chanel, em 1920.

Na época, ela foi vista em Saint Tropez e Ibiza com modelitos inspirados nos uniformes dos marinheiros. Outras famosas também apareceram no cinema com looks que lembravam quem trabalha em alto mar.